Movimentos exigem apropriação de terras (Brasil)

Trabalhadores sem terra devem manter acampamento na Praça Sinimbu, no centro de Maceió, até a próxima sexta-feira, 21. Ontem, no Dia Internacional de Luta dos Trabalhadores do Campo, os líderes do movimento protocolaram pedidos de audiência no Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ/AL) e no palácio do governo. Eles querem encontrar o governador Renan Filho (PMDB) para cobrar a apropriação das terras da Usina Laginha, além de segurança no campo. A decisão de protocolar os pedidos foi tomada durante assembleia.
O acampamento na praça começou a ser erguido ainda no último domingo, 16, para que os trabalhadores sem terra pudessem dar início, ontem, às jornadas de lutas, com ocupações, marchas e atos para reivindicar direitos e denunciar a violência no campo. 
As manifestações fazem parte do Dia Internacional de Luta dos Trabalhadores do Campo, ocorrem em todo o País e acontecem em memória ao assassinato de 21 trabalhadores sem terra em Eldorado do Carajás, no Pará. 
O episódio ocorreu há 21 anos e, desde então, os movimentos de luta pela terra e trabalhadores se reúnem no dia 17 de abril para expor o cenário dos trabalhadores no campo e reivindicar justiça.
“Além da memória aos assassinatos em Eldorado do Carajás, os trabalhadores em Alagoas colocaram como pauta das manifestações em andamento o pedido de agilidade nos processos para apropriação das terras da Usina Laginha. O complexo possui 11 mil hectares e nós pedimos que todo o terreno nos seja repassado”, explica Carlos Lima, coordenador da Comissão Pastoral da Terra em Alagoas (CPT).
A usina fez parte do Grupo João Lyra e há três anos os trabalhadores do campo no Estado lutam para que suas dívidas sejam pagas por meio do repasse das terras da Laginha, usina localizada no município de União dos Palmares.

19 Abril 2017
Author(s)
Carolina Amorim
Language of the news reported
Português