Cabo Verde apesar de ter feito muito para a promoção da mulher necessita ter uma abordagem mais holística e mais integrada, visando um “salto qualitativo” para o seu empoderamento e qualidade de vida das famílias, recomenda documento hoje apresentado.

O documento de estratégia do país, do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) e da ONU Mulheres, denominado “Perfil de Género de Cabo Verde”, foi hoje apresentado na Cidade da Praia.

Enquadrado nos objectivos do Governo para o empoderamento da mulher, nos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável e na Agenda Africana 20/63, recomenda ainda, segundo a representante da ONU Mulheres, Vanilde Furtado, a substituição do programa microcrédito para financiamento de actividades geradoras de riqueza e bem-estar social para as mulheres.

“Isso para que se passe a falar de uma forma mais holística de programas económicos que permitam que as mulheres do meio rural saiam da pobreza, que potencialize o agro business feito pelas mulheres e permita que consigam atingir o mercado turístico”, disse.

Para Vanilda Furtado, esse é um trabalho de combinação de esforços que deve envolver vários sectores, numa intervenção mais forte e com ponderação temporal maior, apesar de todos os avanços que o país conseguiu em termos de promoção dos direitos sociais, ligados à educação e à saúde, e no quadro legal com leis específicas de combate à discriminação e violência, assim como a protecção da criança e do adolescente.

“Por tudo isso, o que falta ao país e que o permitirá dar um salto qualitativo e proporcionar a transformação que se quer na vida das mulheres é a questão do empoderamento das mulheres, pois, Cabo Verde continua a ter a pobreza com o rosto feminino”, realça.

As mulheres, sublinha, apesar de terem um nível de formação superior aos homens continuam a ser as mais afectadas com o desemprego, as que mais se encontram no sector informal, as que quase não possuem cobertura da protecção social, o que tem contribuído para a sua insegurança relativamente ao futuro e a impossibilidade de gerar rendimento e qualidade de vida aos membros da família.

Este é o primeiro ateliê de socialização de resultados preliminares de uma missão conjunta do documento “Perfil de Género de Cabo Verde”, que se realizou junto das mulheres do meio urbano e rural com o objectivo de recolha de informações para traçar o cenário dos progressos e delinear os desafios que persistem neste domínio.

Cabo Verde pretende que este “Perfil de Género” seja mais um instrumento a somar aos já existentes, nomeadamente, o Programa de Governo, o Plano Estratégico de Desenvolvimento Sustentável (PEDS) e o Plano Nacional de Igualdade de Género, no que se refere à visão global a nível de políticas públicas e iniciativas legislativas, bem como judiciais.

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